PM é preso e confessa duplo homicídio no Ortizes

Douglas de Jesus foi preso no pelotão da PM de Vargem Grande, onde trabalha (Foto: Divulgação)

O policial militar Douglas Pereira de Jesus foi preso pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (19). Ele confessou ser o autor do duplo homicídio ocorrido no bairro Ortizes na madrugada de 10 de dezembro. As vítimas, Silnei Cardoso do Nascimento e Julio César Pereira, foram mortas com tiros na cabeça e no tórax. O indiciado foi detido por volta das 6h30, em Vargem Grande Paulista, onde trabalha. A ação teve apoio da corregedoria da Polícia Militar.

Às autoridades, Douglas alegou ter sido ameaçado por Julio César e, por conta disso, cometeu o crime. Ele afirmou, ainda, que utilizou a arma oficial da corporação para efetuar os disparos que tiraram a vida da dupla. A pistola de calibre .40 ficou apreendida.

Douglas de Jesus foi encaminhado ao presídio militar Romão Gomes onde ficará preso por, inicialmente, 30 dias.

 

Investigação – A prisão de Douglas se deu após um detalhado trabalho investigativo, iniciado logo após o crime. A equipe da Polícia Civil refez todos os passos das vítimas nas horas que antecederam o homicídio. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Garcia, a equipe visitou vários estabelecimentos localizados às margens da Rodovia Bunjiro Nakao e requisitou imagens das câmeras de segurança.

Durante as averiguações, apurou-se que as vítimas haviam frequentado uma festa. Testemunhas que pediram para ter as identidades mantidas em sigilo contaram aos policiais que Silnei, Julio e Douglas – o assassino confesso – estavam juntos no evento. Eles também deixaram o local no automóvel do PM – um Fiat Punto de cor prata.

No local onde ocorreu o crime, outra testemunha revelou aos investigadores que, após ouvir os disparos, viu um indivíduo a recolher os cartuchos deflagrados. Feito isso, o sujeito teria entrado em um carro de características idênticas àquele em que o trio deixou a festa. Ao juntar essas e outras informações, os policiais civis descobriram que o Fiat Punto pertencia a Douglas de Jesus, policial militar lotado na cidade de Vargem Grande Paulista.

Foi solicitada à Justiça o pedido de prisão temporária e, uma vez emitida ordem de detenção, efetuou-se a operação que prendeu o PM.

 

 

 

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